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Luigi Mangione declara-se culpado de perseguição do executivo de seguros Brian Thompson
Brian Thomson, diretor executivo da United Healthcare, foi perseguido e morto a tiro frente a um hotel de Manhattan, em Nova Iorque, a 4 de dezembro de 2024. Tinha 50 anos.
Luigi Mangione foi preso num McDonalds em Altoona, Pensilvânia, em 9 de dezembro de 2024, e processado na ocasião enquanto suspeito do assassinato.
Perante um tribunal de Nova York, admitiu, esta sexta-feira, a culpabilidade perante duas acusações federais de perseguição relacionadas com a perseguição da vítima, pelas quais
pode receber prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. "O senhor Mangione está preparado para se declarar culpado das
acusações nesta fase", afirmou inicialmente a sua advogada, Karen
Friedman Agnifilo, segundo a CNN. A juíza Margaret Garnett, de Nova
Iorque, pediu ao arguido que confirmasse a sua declaração, ao que este
respondeu "sim".
No estado de Nova Iorque, Luigi Mangione é também acusado do homicídio e enfrenta a mesma pena, tendo-se já declarado inocente.
A
defesa argumenta que, após o acordo de confissão assinado a nível
federal, o seu cliente não pode ser julgado uma segunda vez pelos mesmos
crimes a nível estadual.
O juiz marcou para 18 de dezembro a leitura da sentença de Mangione, atualmente com 28 anos.
Brian Thompson era CEO da maior seguradora de saúde dos EUA, a United Healthcare. Mangione te-lo-á assassinado em represália contra o sistema de saúde norte-americano.
O seu julgamento está marcado para começar a 8 de setembro com a seleção do júri, mas espera-se que os seus advogados tentem impedi-lo, através da exclusão de certas provas do julgamento, incluindo itens encontrados na sua mochila na altura da detenção e declarações que ele fez aos policiais.
Apoiantes de Mangione - herdeiro de uma família proeminente de Maryland e graduado de uma universidade de elite - lotaram as últimas fileiras do tribunal criminal de Manhattan.